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Sobre ter superado o medo de me apresentar em público

Pensem em uma pessoa que tem pânico de se apresentar em público. Agora multiplica esse pânico por 100. Esse era o tamanho do medo que eu tinha de falar em público. Para vocês terem uma ideia, falar em público era uma situação tão desconfortável para mim, que esse foi um dos motivos que me levou a sair de um trabalho alguns anos atrás.

Mas há alguns meses eu decidi que eu não ia mais deixar esse medo me consumir. E hoje, pela segunda vez em alguns meses, tive a certeza de que esse medo ficou pra trás.

Essa semana estou na Holanda participando de um encontro anual de um network de comunicação com profissionais do mundo todo (pra quem não sabe, eu sou jornalista de formação, e atualmente estou à frente da área de comunicação de uma associação setorial). E eu me candidatei a um espaço durante esse encontro para apresentar um dos produtos de comunicação que tive o prazer de desenvolver junto com um time de gente fera e da melhor qualidade.

Faz algumas horas que me apresentei e foi simplesmente sensacional! Foram 10 minutos de apresentação, em inglês e sem suporte de power point. Eu me senti super bem, confiante, tranquila. Nem senti o meu rosto pegando fogo (somente quem tem medo de falar em público vai entender essa). Depois que terminou a apresentação, fiquei me sentindo maravilhosa (a melhor palavra sobre como me senti é um palavrão, mas vou poupá-los disso).

Em tempo, essa é a segunda apresentação em público que faço esse ano. Nas duas me senti realmente confortável. Vou compartilhar um pouquinho quais são as ferramentas e estratégias que estou usando pra mandar bem nas apresentações:

1) Lembrar do meu propósito: já comentei aqui antes que o meu propósito de vida é de contribuir com o desenvolvimento das pessoas. Então, já quando vou começar a montar a minha apresentação (ou discurso) coloco o meu propósito em mente: ao compartilhar os meus conhecimentos e/ou esse case de sucesso da associação, estou contribuindo com quem está ali me ouvindo. Me ajuda pensar que, se pelo menos uma pessoa que estiver ali me ouvindo, tirar um insight, já contribuiu de alguma forma.

2) Mindset: ao invés de ficar pensando em tudo que pode dar errado ou ficar preocupada com o que as pessoas vão achar da minha apresentação, eu foco em confiança, segurança, contribuição, sucesso. Eu penso o seguinte: eu estava envolvida nos projetos, eu domino todo o conteúdo, eu vou contribuir com as pessoas, vai dar tudo certo e farei uma ótima apresentação.

3) Entusiasmo x Medo: em complemento ao mindset, assisti nessa semana um vídeo do autor e palestrante Simon Sinek. Basicamente, ele explica que diante do medo ou do entusiasmo, nosso corpo manda os mesmos sinais: o coração acelerado e mãos geladas. Cabe a você escolher encarar esses sinais como medo ou entusiasmo.

4) “Concentração”: sempre que possível, antes de uma apresentação vou para um lugar quieto e me concentro. Respiro fundo umas três vezes para silenciar a mente, fecho os olhos, e visualizo como será a minha apresentação. O que vai acontecer, como vou me sentir, etc. Dá pra fazer isso nos dias que antecede a apresentação também, assim você já vai atraindo essa energia positiva pra você.

Para essa minha segunda apresentação, também teve um fator fundamental: eu quebrei uma crença que tinha de que não era boa o suficiente para falar em público. Explico: no repertório de ferramentas de um processo de coaching, existem algumas que servem para “quebrar” crenças limitantes, ou seja, aquelas ideias que você viu e ouviu (ou até mesmo criou), e que de tanto repetir isso na sua cabeça, se tornaram uma verdade absoluta pra você. Elas são chamadas de limitantes, porque você acredita tanto na crença, que se sabota e se afasta de alcançar seus objetivos. No processo de coaching, quebramos essas crenças e depois criamos crenças fortalecedoras, que te impulsionam a fazer acontecer.

Agora que quebrei essa crença, é prática e repetição para ficar cada vez melhor nas apresentações em público.

Seus medos e suas crenças estão te impedindo de viver a vida extraordinária que você merece? Fale comigo. Sou coach e posso te ajudar! Me escreve: contato@milenaserro.com.

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Comment

  • […] Outro ponto que eu achei bem interessante foi o questionamento se nós, introvertidos, teríamos que viver para sempre com algumas limitações da introversão, como o medo de falar em público. Esse ponto me chamou atenção porque eu pessoalmente superei essa questão. E, portanto, não poderia achar a resposta da autora mais coerente: sim, podemos nos moldar e superar nossas dificuldades/medo, quando somos motivados por algo significativo. No meu caso, por exemplo, a vontade de compartilhar os meus conhecimentos e de motivar as pessoas, acabou sendo mais forte do que o meu medo! Já escrevi sobre isso aqui. […]

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