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Autoresponsabilidade

Uma das primeiras coisas que eu aprendi durante o meu processo de coaching de liderança (e um dos aprendizados que mais me marcou também), foi sobre a autoresponsabilidade. Se eu escrever aqui que nós somos responsáveis pela nossa vida, pelas nossas escolhas e por tudo o que nos acontece, vocês certamente vão pensar: pô, Milena, você precisou passar por um processo de coaching para descobrir isso? Não. E sim.

Acredito que todos nós sabemos que somos responsáveis por nossa vida. Mas praticamos essa autoresponsabilidade? Não. Basta pensar nas vezes que deixamos os outros fazerem escolhas por nós ou que só ficamos felizes quando alguém faz alguma coisa por nós, como se a nossa felicidade estivesse nas mãos dos outros. Mas isso é papo para outro dia.

Mas hoje quero falar sobre o que me despertou tanta atenção sobre essa autoresponsabilidade: as coisas cotidianas, rotineiras. E não há nada melhor do que a palavra “culpa” para entender melhor o quanto a gente não costuma se responsabilizar pelas coisas:

– Bateu o carro? Culpa do outro motorista, que não deu seta.

– O projeto no trabalho deu errado? Culpa do meu colega, que não me deu as informações necessárias.

– Chegou atrasado na reunião? Culpa do trânsito.

– Perdeu a hora? Culpa do despertador, que não tocou.

– Esqueceu algum documento importante em casa? Culpa do telefone que tocou bem na hora que você ia pegar o documento.

– Cometeu aquele erro absurdo no trabalho? Culpa da sua chefe, que não te explicou direito o que era para ser feito.

– Não sabe onde colocou alguma coisa? Culpa da sua mãe que não aguenta ver as coisas espalhadas pela casa e já saí guardando tudo. (Beijo, mãe!)

Acho que já deu para entender o meu ponto, né? É infinitamente mais fácil procurar um culpado para justificar a nossa falta de responsabilidade, seja ele uma pessoa ou um fator externo qualquer. Além de tudo, quando culpamos alguém geralmente criamos um conflito (ou um ranço) desnecessário com aquela pessoa e aí já viu, tá criada a bola de neve….

Veja, não estou querendo dizer que somos sempre 100% responsáveis por tudo. Mas sempre temos uma parcela de responsabilidade – seja ela pequena, média ou grande – nessas situações.

Eu confesso que era uma dessas pessoas que sempre achava um culpado pra tudo que não dava certo pra mim – se duvidar culpava até a Deus. Mas depois que entendi que tenho sim minha parcela de responsabilidade em tudo, as coisas ficaram mais leves, mais fluídas: sempre que sinto o gatilho de culpar alguém se aproximando, eu penso o que foi que eu fiz (ou não fiz) para criar aquela situação específica. Além de ter muito mais iniciativa e aprender muito com os meus erros, ainda evito conflitos desnecessários e mantenho um bom relacionamento com as pessoas.

Então, deixo aqui um convite a reflexão: da próxima vez que forem culpar alguém ou alguma coisa por algo que lhe aconteceu, tentem entender qual é a sua parcela de responsabilidade nisso. Como você contribuiu para esse resultado? O que você poderia ter feito que não fez?

Parem de procurar culpados e assumam suas responsabilidades, prometo que vai fazer bem!!!

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